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BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DOCE
(Veja os mapas no final desta página)

A Bacia Hidrográfica do Rio Doce possui 83.400 Km2s, dos quais 86% em Minas Gerais e 14% no Espírito Santo, sendo 222 Municípios.
Mais de 3.600 indústrias, onde vivem 3.500.000 (Três Milhões e Quinhentos Mil) Habitantes e possui uma extensão de aproximadamente 1.000 Kms.

Começou a ser povoada na década de 1930 e sua história se baseou na extração de madeira , nos ciclos do ouro e na construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Era uma floresta exuberante, com 35 metros de altura, parte da mata de maior biodiversidade do planeta, a Mata Atlântica, que assustava os viajantes e pela ocorrência dos índios Botocudos que a habitavam, tendo como remanescentes os índios Crenak, na aldeia de Resplendor-MG.


Nascente do Rio Doce na Serra da Mantiqueira (Município de Ressaquinha)

Seu desenvolvimento econômico e a má utilização do solo, culminou com uma rápida degradação. A bacia do Rio Doce, possui características diferentes conforme sua região, como a abordaremos: - A região do alto Rio Doce, que compreende de sua nascente na fazenda morro Queimado, na Serra da Trapizonga, município de Ressaquinha, até o Rio Piracicaba em Ipatinga, destaca a boa preservação das matas de topos de morros, tendo também como base de sua economia a cana de açúcar, o café, o gado entre outros. Observamos ainda que neste ano de 1998, já tendo as Usinas Hidrelétricas da Brecha e do Brito, está sendo proposto a construção de mais duas Usinas que são as de Pilar e da Candonga que estão provocando uma discussão muito grande com prevalência dos pontos negativos. Também a mineração de ouro por 10 anos que revolveu o leito do Rio desta região e provocou impactos muito grandes.

Existem também várias ações positivas por parte dos municípios, tendo estas começado mais efetivamente apartir de 1991 com o início dos grandes acontecimentos de conscientização que são as Descidas Ecológicas do Rio Doce.


Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Doce

No Médio Rio Doce, quem vai do Rio Piracicaba até ao Rio Manhuaçú na cidade de Aimorés, já é uma região diversificada de atividades econômicas, prevalecendo as grandes indústrias no vale do aço e as atividades agropecuárias. É o trecho mais degradado e crítico da Bacia do Rio Doce, existindo estudos que apontam que é uma região em acelerado processo de desertificação devido a rápida retirada de suas matas, grandes monoculturas de eucalíptos e grandes áreas de pastagens, assim como a má utilização do solo e o rápido aparecimento das erosões, que assoream o leito do Rio, lixos e esgotos industriais e domésticos. A propósito, comentando sobre o assoreamento, que devido as faltas de matas de topos de morros, matas ciliares, mau manejo do solo, etc., os materiais sólidos como pedras, terras, areias, se depositam no leito do Rio, diminuindo sua profundidade, provocando conseqüências como no mínimo as enchentes, assim como o lixo que é jogado diretamente no leito do Rio pelas populações.

A região do Baixo Rio Doce, que vai do Rio Manhuaçú, divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, Rio Guandú na cidade de Baixo Guandú-ES., até o oceano atlântico, apesar de ser uma região mais conservada em termos de matas de topos de morros e ciliar( Ainda pelo advento do cacau que é plantado nas matas), também é a região que está mais assoreada por receber toda a carga de Minas Gerais. Tem a Represa de Mascarenhas(Usina Hidrelétrica de Mascarenhas), na divisa, que provoca um grande impacto ambiental na ictiofauna(peixes) do Rio, dividindo-o, e também pelo regime de funcionamento da Usina, que provoca cheia e vazão muito baixa, quebrando o regime do Rio. No Espírito Santo, a consciência ambiental é bem grande, tendo várias ações dos municípios para recuperação do manancial.

Temos também várias ações exemplares dos dois governos citados, tanto individualizadas em cada estado como conjuntas, e a cada dia mais, as ações conjuntas aumentam, com grande destaque para as organizações não governamentais ao longo dos dois estados.

No Brasil, o estado de Minas Gerais é considerado a Caixa d'água do País e responsável pela formação dos Rios das Principais Bacias, e na Bacia do Rio Doce iniciaram-se vários estudos prioritariamente, tendo as ações sido mais lentas que os estudos, tornando-se necessário que estas ações se solidifiquem e se unam, para que assim tenhamos verdadeiramente um Rio Doce.

As ações são emergentes, a participação governamental, não governamental e de cada cidadão, é fundamental. Se começarmos com uma mobilização social mais efetiva, com certeza teremos uma recuperação ambiental, social e econômica mais eficiente, legando assim aos nossos sucessores e gerações futuras, uma terra e casa mais equilibrada, onde terão uma harmonia com o meio ambiente e uma melhor qualidade de vida.

*dados levantados durante a 3ª Descida Ecológica do Rio Doce em 1998

Paulo Célio de Figueiredo, 1º Sgt PM

1ª Cia PFlo(Responsável pela informação)

 

 

 

 
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